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Amar Portugal

Porque amo este país que não me viu nascer e me senti inspirada pelas "Paisagens de Portugal" do Sapo Blogs.

Amar Portugal

Porque amo este país que não me viu nascer e me senti inspirada pelas "Paisagens de Portugal" do Sapo Blogs.

Direitos de autor

Todas as imagens deste blogue são da autoria de Isa Nascimento, estando protegidas por Direitos de Autor. Se as partilhar, deverá identificar a sua origem.

Ericeira | A Capela de Nossa Senhora da Boa Viagem

14
Jun22

A Capela de Nossa Senhora da Boa Viagem encontra-se no centro da Ericeira e tem uma vista lindíssima sobre o Atlântico e a praia dos Pescadores.

A história da fundação da capela não é clara, mas sabe-se que sofreu ao longo do tempo diversas ampliações e obras antes de se tornar no edifício que podemos ver hoje e que remonta ao século XVII.

Em 1609 era a sede onde decorriam as reuniões da Confraria de Nossa Senhora da Boa Viagem dos Homens do Mar e em tempos idos servia também de farol, assinalando a entrada dos barcos no porto e anunciando temporais.

Atualmente é um local de celebração das festas que se realizam anualmente no terceiro fim de semana de agosto em honra de Nossa Senhora da Boa Viagem, padroeira dos pescadores da Ericeira.

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Vista do largo da capela sobre o Atlântico e a Praia dos Pescadores

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Ericeira | Detalhes da Vila

09
Jun22

A Ericeira é uma pequena vila piscatória pertencente ao concelho de Mafra.

Situada a 35 km a noroeste do centro de Lisboa e a 8 km de Mafra, a vila tornou-se um local turístico devido às suas praias, às condições propícias à prática de surf, ao Festival do Ouriço-do-mar, que vai já na sua 6.ª edição, e ao facto de estar ligada à constituição da República Portuguesa por ter sido o local de partida da família Real para o exílio a 5 de outubro de 1910.

É também na Ericeira que se situa a discoteca mais antiga de Portugal e da península ibérica, o Ouriço, fundada a 29 de agosto de 1960. Uma pequena vila com uma grande história.

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Praia dos Pescadores

20220424_143921 Discoteca Ouriço

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 Fonte do Casino  20220424_190245

 

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Viseu | Cava de Viriato

23
Mar22

Iniciei este blogue em dezembro de 2019 porque amo o meu país. Muita coisa se passou na minha vida desde então, levando-me a longos períodos de ausência da blogosfera. Apesar disso, está sempre comigo, assim como o meu país.

Os meus blogues não têm como propósito falar de política, não porque não me interesse ou não me preocupe, mas apenas porque não foi para isso que os criei. Contudo, hoje senti a necessidade de dizer que, se este nosso maravilhoso país fosse novamente invadido, eu tudo faria para o defender.

Por isso sinto-me pessoalmente ofendida quando alguém "justifica" a invasão da Ucrânia pela Rússia. Sinto-me ultrajada quando alguém acha que o povo ucraniano deveria ter-se rendido para evitar as mortes e a destruição.

Afinal, para que serve a vida se não a pudermos viver em liberdade? A história de Portugal é a prova disso.

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Por isso hoje recordo Viriato a propósito de um monumento misterioso que recebeu o nome dele, mas que nada tem a ver com esse herói lusitano que se crê ter vivido no século II a. C., e que foi um importante chefe militar que liderou o povo português contra o domínio que Roma exerceu na Península Ibérica.

A Cava é visível como uma elevação de terra, agora bastante arborizada, que se observa por trás da estátua que a cidade de Viseu ergueu a Viriato em 1940.

Desde o século XVII que eruditos e historiadores tentam deslindar a cronologia e a função deste enigmático monumento. Mas sem sucesso. Há muitas teorias e nenhuma certeza.

Certa é apenas a existência desta construção misteriosa, de planta octogonal, que delimita 38 hectares de espaço interior. O perímetro é superior a dois quilómetros e o recinto resultou da aplanação do terreno e da escavação de um fosso profundo que permitiu o uso da terra para construção de uma muralha que deverá ter tido quatro metros de altura. A Cava dispunha de sistema de captação e drenagem de águas, bem como da capacidade de manter um nível homogéneo nas águas do fosso.

Assim vos deixo, alimentando a esperança de que esta guerra, vã e estúpida como todas as guerras, termine depressa. 

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Viseu | Rua Direita

21
Fev22

A Rua Direita é a artéria comercial mais conhecida e emblemática da cidade de Viseu.

Com cerca de 500 metros de extensão, era o principal eixo viário da cidade já no período romano (há 2000 anos).

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Na época medieval era designada como a Rua das Tendas, por ser, tal como hoje, a principal rua comercial do burgo medieval.

No século XV, o seu nome foi alterado para o atual Rua Direita, pelo facto de ligar diretamente duas das portas da cidade, a extinta porta de São José e a Porta dos Cavaleiros, e não por ser reta (está muito longe disso).

 

Ao longo de toda rua são visíveis casas sobradas, casas senhoriais, janelas manuelinas e inúmeras lojas comerciais tradicionais, verdadeiramente à moda antiga, que coabitam com anúncios de neón, restaurantes modernos e estabelecimentos de marcas modernas.

Quem sabe para que servem estas peças?

Viseu | Adro da Sé

15
Fev22

A coroar o Adro da Sé ergue-se a magnífica Igreja da Misericórdia edificada no século XVI e que se avista de quase toda a cidade. Foi requalificada no século XVIII, adquirindo então a feição e a majestosidade barroca que ainda hoje mantém.

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Mesmo em frente à Igreja da Misericórdia encontra-se a Catedral de Viseu, do século XII e alvo de várias intervenções ao longo dos séculos.

A fachada maneirista veio substituir a manuelina, que ruiu em 1635, e o interior conta com uma abóbada manuelina e um claustro renascentista. As grandes torres dão-lhe um aspeto de igreja fortificada e fazem desta Catedral um marco fundamental da paisagem de Viseu.

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Apenas no século XVIII foram acrescentados o claustro superior e a famosa Varanda dos Cónegos, que é possível visitar juntamente com o Museu “Tesouro da Catedral”. 

 

No centro do Adro da Sé encontra-se ainda um pelourinho em granito com cerca de 5 metros de altura e 6 degraus também em granito.

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